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Seja onde e quando for

Um blog pessoal de uma tetracampeã, mas que não é só sobre desporto. Convido-vos a ler.

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Os meus destaques de 2017

Este ano de 2017 não foi nada mau... pelo menos para mim!

Como todas as histórias convém começar pelo início. Era uma vez Janeiro, em que o pessoal ainda estava ressacado porque tínhamos ganho o Euro 2016 e como não chega festejar cinco meses, ainda se prolongou durante este ano inteiro e vai prolongar-se até o Europeu de 2020, porque só deixamos de ser os "atuais campeões da Europa" aí. Foi um mês frio, com chuva, de pouca comida como todos os "janeiros", visto que uma pessoa ainda está a recuperar dos 20kg que ganhou no Natal e na passagem de ano.

Depois, veio Fevereiro em que começaram as temperaturas de 30º para cima. É verdade, uma pessoa quase que morreu porque tivemos calor de Fevereiro a Novembro, foi uma coisa louca este ano. Quem precisa de ir para o Brasil afinal? Nós já somos um país tropical que chegue. Eu não saí de Portugal este ano, mas é como se tivesse saído. Com a quantidade de temperaturas altas que apanhei, e não estive com gripe, acho que fui ao Rio de Janeiro e voltei (só não tenho é fotos no instagram para comprovar).

Chegou Março, com a sua habitual boa energia, bom humor, saúde e todas essas coisas boas. Vejo Março como um mês sorridente e boa onda. Chega a Primavera também. Para mim foi um mês de trabalho. Para além de estudar, voltei ao meu emprego de 2016. Foi bom. É sempre bom quando ainda vivemos em casa dos nossos pais, arranjar o nosso próprio trabalho, porque isso faz com que nos tornemos mais independentes: podemos comprar alguma coisa para nós sem que nos sintamos mal, uma vez que, os nossos pais já nos pagam a faculdade e não convém pedir uma tonelada de roupa nova. Eu, pelo menos, não gosto. Infelizmente não tenho pais ricos, mas felizmente tenho os melhores pais do mundo que nunca me faltaram com nada.

A seguir Abril, sem águas mil, resultado de muito calor. Mais trabalho para mim, felizmente. Muito estudo também. Tive um último ano de faculdade com poucos exames, mas com muitos trabalhos práticos. Foi um último semestre duro, sem tranquilidade, mas que me deu um gozo enorme, porque consegui pôr em prática grande parte das coisas que tinha aprendido ao longo dos últimos anos na universidade.

E depois veio Maio. Mais concretamente o 13 de Maio. Aconteceu tudo no dia 13 de Maio. O meu Benfica foi tetracampeão. Ganhámos a Eurovisão pela primeira vez na nossa história. E eu ainda me tornei finalista. Só acabei o curso em Outubro, mas a minha cerimónia de finalistas foi em Maio, no dia em que o Benfica foi campeão, no dia em que o Salvador venceu a Eurovisão e no dia em que o Papa Francisco veio a Portugal também. Este dia tinha tudo para correr bem. E correu! Nunca na minha vida tinha assistido a uma festa de finalistas e foi tudo o que sempre sonhei. Foi um dos melhores dias do ano para mim. 13 de Maio ficou na história, sem dúvida.

Junho é o meu mês. Nasci no dia 4 de Junho de 1994. Fiz 23 este ano. 23 é uma idade bonita para mim. Eu não sou uma daquelas pessoas que gosta de comemorar os seus aniversários. Só gosto de fazer anos por uma razão muito simples: quer dizer que ainda cá estou e ainda não estou debaixo da terra. O que é positivo. Mas não gosto de comemorar. Odeio que me cantem os parabéns, nunca sei o que fazer. E dizerem "Parabéns" e eu digo "Obrigada". Wow, que incrível. Também tinha planeado para este mês andar, pela primeira vez, a cavalo. Não aconteceu. Não porque não quis, mas porque não tinha vaga. Esse assunto fica para 2018 afinal. No fim deste mês deixei o meu emprego e parti numa nova aventura.

Em Julho comecei o meu estágio curricular num dos melhores jornais desportivos para mim: OJOGO, na sede do Porto. Não foi fácil, aliás o primeiro dia foi de muito nervosismo, porque pela primeira vez estava a viver uma experiência de trabalhar na área em que estudei. Passamos três anos na universidade a praticar aquilo que devíamos saber para o mundo de trabalho, mas o que acontece na realidade é que não estamos preparados. Quando chegamos a esta nova realidade é tudo tão diferente e o que pensamos que aprendemos não serve para quase nada. No entanto, com o passar do tempo comecei a sentir-me mais integrada, comecei a sentir que estava no meu lugar e estava a gostar daquilo que fazia. Estive no jornal durante três meses, portanto os meses de Agosto e Setembro também foram passados a trabalhar como jornalista estagiária. No entanto, em Agosto consegui uns dias de férias e fui viajar para fora cá dentro. Vila Praia de Âncora foi o destino escolhido. Muita praia, muito sol, mar, férias. Descansar é sempre bom. Todas as pessoas deviam tirar uns dias de férias para descansar, para não fazer absolutamente nada, não pensar em problemas e usufruir da merecida pausa.

Outubro foi um mês muito especial para mim. Acabei a minha licenciatura. No dia 18 de Outubro (depois de ter feito um estágio curricular que contava para terminar o curso) consegui acabar uma etapa que ficará, sem dúvida alguma, marcada na minha vida. Um dos meus objetivos pessoais está cumprido e só tenho a agradecer a toda a gente que fez parte destes três anos maravilhosos, em especial aos meus pais. Só por isto este ano já valeu a pena.

Novembro trouxe com ele o frio e os dias mais cinzentos. Conseguimos sentir frio por incrível que parece. Eu já não me lembrava do que era estar menos de 30º. Novembro é aquele mês em que uma pessoa só quer Dezembro que é para chegar o Natal e despachar o ano mais rápido. Foi um mês engraçado, só não aconteceu nada de especial.

E, por fim, chega Dezembro. Um mês em que a magia do Natal paira no ar e as pessoas tornam-se automaticamente mais felizes. É um dos meus meses preferidos devido ao Natal. Este ano tornou-se um bocadinho mais triste por causa dos casos "Raríssimas" e "Segredo dos Deus". Nunca dei a minha opinião aqui no blog sobre isso, mas tenho acompanhado e lamento tudo isto. Acho que às vezes existem realidades que passam ao lado de algumas pessoas, que vivem no seu mundinho e só se preocupam com as suas coisas. E são estas duras realidades que nos fazem abrir os olhos e que nos fazem pensar "como é que isto é possível acontecer? porque é que nunca ninguém faz nada?". Quero dar os parabéns à TVI pelo excelente trabalho.

 

Preciso ainda de destacar alguns extras portugueses que preparei:

Figura do Ano: Marcelo Rebelo de Sousa

Todos os dias temos episódios novos da série do Marcelo. Este homem está em todo o lado. Para mim já chega a ser um exagero, mas é só a minha opinião.

Música do Ano: "A Vida Toda" da Carolina Deslandes

Adoro esta música, já falei dela aqui no blog. No entanto, também tenho de destacar a música com que vencemos a Eurovisão, "Amar pelos dois", do Salvador Sobral.

Programa do Ano: Apanha se Puderes

Muita gente não gosta, mas temos de admitir que a maior parte das pessoas vê este programa antes dos jornais da noite. Para mim foi uma lufada de ar fresco na televisão portuguesa. O Pedro Teixeira é um querido, sofre com os concorrentes e a Cristina apesar de aquele "ESTÁ CERTO" exagerado, é maravilhosa.

 

(Sim, escrevi os meses com letras grandes. Já sei que com o novo acordo ortográfio isto muda, mas vejam os meses como personagens.)

 

Até para o ano! E bom 2018!

 

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No Natal vale tudo

O Natal é uma época muito especial para todos nós. Celebramos o nascimento de Jesus Cristo, temos a família toda reunida em casa que mal dá para passar da sala para a cozinha sem pisar alguém e o mais importante, mesmo que ninguém admita, recebemos presentes!!!

A parte mais emocionante do Natal é que ele começa muito antes do dia 25 de Dezembro. Há sempre algum engraçadinho na família que em fins de Agosto já afirma “Estamos aqui, estamos no Natal” e ainda não começou a pensar nas ementas variadas que tem de preparar para os almoços dos filhos que vão começar a escola em Setembro.

Todos os anos toda a gente diz que vai gastar o menos possível em presentes de Natal e afinal acabam por gastar o ordenado inteiro de um mês na Primark em “coisas simbólicas”. Porque, para além, de terem de comprar os presentes para a mãe, o pai, os avós, os tios e os primos… também têm de comprar para a vizinha do 3º direito, para a mãe do amigo que está doente com gripe em casa e para o namorado da prima do amigo de longa data. E é por isso que o dinheiro não chega e os dias também não. Quer queiramos quer não há sempre aquela pessoa que chega a uma loja no dia 24 de Dezembro, cheia de pressa e com trinta prendas para comprar.

Porque o que é importante no Natal são os presentes. As pessoas querem lá saber se nasceu Jesus Cristo ou se o filho da tia já nasceu. As pessoas querem é que dê as doze badaladas para começarem a distribuir presentes. E depois culpam as crianças… aquelas que adormecem às 22h a ver os desenhos animados no canal Panda.

E venha daí o jantar de Natal, aquele que custou a preparar e ninguém veio para ajudar. E entre conversas e desconversas e jogos de mesa e tabuleiro chega ao fim a noite de Natal e entra um novo ano, com promessas de que será tudo diferente, mas tudo muito igual.

A dificuldade de comprar no Natal

Confesso que adoro fazer compras. Qual é a gaja que não gosta de ter umas coisinhas novas? No entanto, nesta altura do ano - que é o Natal - é difícil suportar sequer o facto de termos de nos deslocar até a um centro comercial. Ora é o trânsito, ora são as filas para pagar, ora quero passar num corredor para ver uma peça de roupa e não consigo porque Portugal tem 11 milhões de habitantes, mas naquela loja estão 12 milhões. Não dá. O Natal é a época do ano em que o consumismo é de loucos.
Eu confesso que adoro comprar e receber prendas, mas o que gosto mais é mesmo de comprar presentes de mim para mim. Mas nesta altura é impossível. Consigo comprar para todos os meus familiares e amigos, e caso eles não gostem vai sempre lá o talão de troca para trocarem. Não podemos acertar sempre. Agora comprar para mim? Esqueçam. Primeiro, porque não tenho sorte nenhuma. E depois porque me acontece sempre uma destas três coisas: ou eu gosto, mas não me fica bem; ou eu gosto, mas não há o meu tamanho; ou eu gosto e o artigo está estragado e não há mais em stock. Que sorte!
Acabo por desistir. É impossível fazer compras no Natal. Espero que tenham melhor sorte do que eu!
Bom fim-de-semana.



O meu mau humor está de volta

Pensei que dormia e esquecia o assunto, mas não. Ontem o dia acabou mal e a razão tem apenas uma palavra. São conhecidos pelos "encarnados", são tetra-campeões e ontem partiram-me o coração. Acordei pior do que as pessoas que batem com o dedo mindinho do pé na mesa da cozinha e das que trincam violentamente a língua. Já para não falar que estou pior ainda do que aquelas pessoas que estão a ter um sonho lindo com o Channing Tatum e acordam na hora exata em que ele ia tirar a camisa.

Eu juro que não me irrito facilmente. Eu consigo tolerar praticamente tudo. Pessoas que comem batatas fritas e lambem os dedos a seguir (eu faço isso muita vezes); Quando tento parar o cronómetro do telemóvel em números iguais e isso não acontece; Quando estou a escrever com um lápis e a pontinha se parte; E até consigo suportar a minha mãe que me chama da outra ponta da casa e eu respondo "sim mãe? o que queres?" duas e três vezes, mas acabo sempre por me ter de deslocar até ela e quando lá chego só me diz "não era nada, era só para saber onde estavas". 

Mas hoje parece que me passou um camião por cima e tenho uma perna e três costelas partidas e um braço deslocado. Desde 2014 que não me sentia assim. Por isso, estou a perceber minimamente o que os amigos verdes e azuis sentiram durante estes quatro anos. Estou com vocês. No entanto, espero não me sentir mais assim até Maio e nesse mesmo mês espero estar a festejar no Marquês.

O que o futebol faz a uma pessoa. Sei que não devia dar tanta importância a isso, são eles que o ganham todo. Mas já me está no sangue, sinto isto como ninguém.

Então não é que o norte tremeu?

"Sismo de 3,6 sentido na zona norte do país" e eu não senti nada. Eu nestas coisas sou sempre a última a saber e a última a dar conta de alguma coisa. O que as pessoas que sentiram o sismo não sabem é que o norte já está a tremer há muito tempo. Com o frio que tem estado não sei como é que as pessoas ainda não acham isso normal. A terra também pode ter frio, ninguém é imune, coitada deixem-na tremer. 

Mas acho que de maneira geral as pessoas começam a sentir alguma coisa a tremer, pensam que estão doidas, duvidam alguns segundos da sua sanidade mental, depois vão ao facebook ou a qualquer outra rede social e percebem que não foram os únicos a sentir, fazem um comentário sarcástico sobre isso e continuam as suas vidas. As pessoas nunca ficam muito preocupadas por causa dos sismos, se fosse um jogo de futebol, ainda se percebia. Um jogo de futebol era motivo para evacuar toda a gente e garantir o bem-estar de todos. Agora um sismo? Por amor de deus. Alguém perdeu ou ganhou alguma coisa? Então não interessa para nada.

Vá lá, comecem é a falar de assuntos minimamente interessantes. O assunto "sismos" é tão 1755.

As coisas mais irritantes do Natal

O Natal é a minha época preferida do ano, mas obviamente que nem tudo é um mar de rosas. Existe uma série de coisas que me irritam de tal maneira nesta época natalícia que só me apetece ficar na cama a dormir durante o mês inteiro de dezembro. 

A primeira coisa que me irrita é que não interessa onde vamos, que está sempre tudo cheio de gente. É nos centros comerciais, é nas ruas da cidade, é nos cafés, até nas casas de banho públicas levo com filas... Eu muitas vezes dou por mim a perguntar onde é que as pessoas se encondem durante o resto do ano, porque só saiem da toca no Natal. Já para não falar do consumismo nesta altura, porque toda a gente quer oferecer os melhores presentes para se destacar. Quando na verdade o Natal nem é sobre isso, mas as pessoas usam esta época do ano como desculpa para cometer excessos. 

Outras das coisas que me faz dores de cabeça são as publicidade na televisão, na rádio, onde quer que seja. Eu já não posso com a Popota e com a Leopoldina, é sempre a mesma coisa todos os anos, uma pessoa começa a fartar-se. Só me apetece espetar a televisão contra a parede, mas depois lembro-me que sou eu que tenho que comprar uma nova. E aquele diretos todos manhosos que as televisões fazem lá para o dia 23 ou 24 de dezembro nos shoppings porque aquilo está à pinha? Amigos, as pessoas sabem, porque elas estão lá, as pessoas estão a viver aquilo, é assim todos os anos. Que informação dramática.

Não me podia esquecer da família, porque uma coisa que me irrita bastante, para além das tias que nos dizem que estamos mais gordas, são os primos mais novos. Todos temos aquele primo mais novo que vai perguntar "Tens jogos no telemóvel?" e vocês vão tentar arranjar mil e uma desculpas para não darem o vosso precioso telemóvel à criança. Ficam aqui algumas ideias: "estou sem bateria"; "não tenho memória para jogos"; "isto faz-te mal à saúde"; "vai para o raio que te parta". O pior é quando ele já não vos pede o telemóvel porque já tem um e vocês sentem-se cada vez mais velhos.

E os jantares de trabalho/faculdade e a relação com o "amigo secreto"? É das piores coisas que me pode acontecer no Natal. Os jantares com a malta da faculdade ainda se aguentam, uma pessoa compra assim uma coisa mais badalhoca-divertida e está tudo bem. Mas e a malta do trabalho? O que se compra nestas alturas? Imaginem que calha darem o presente ao vosso chefe? Vão dar o porco-mealheiro que compraram? O pior de tudo é quando os vossos colegas acham que vos conhecem minimamente porque vocês disseram que gostavam das músicas do Caetano Veloso e o gajo dá-te de presente um CD todo marado de funk. Sei que a intenção é que conta, mas vamos lá ter calma, não é bem a mesma coisa.

Termino com a cereja no topo do bolo: o trânsito. Acho que nem são precisas justificações. O trânsito é como aquele amigo que está convosco, mas que só fala ele. Só fala da vida dele, dos azares, das vitórias, de como ficou com prisão de ventre e não percebe como é inconveniente. O trânsito é igual.

Olá Dezembro!

O mês ainda mal começou, aliás o primeiro dia de dezembro ainda mal começou e uma pessoa já fez a árvore de Natal, já enfeitou a casa toda com decorações natalícias e já está pronta para dar presentes e amor e essas coisinhas todas. Quer dizer, eu ainda não comprei presentes para ninguém, porque eu deixo sempre tudo para dia 23 à noite, que é quando não está ninguém no shopping e eu tenho quarenta prendas para comprar. Sou muito esperta...

Mas é inevitável, uma pessoa põe o pé no mês de dezembro e já é Natal. A meio de novembro já se ouvia músicas como "I wish you a merry christmas, I wish you a merry christmas and a happy new year" e as pessoas já começam todas a entrar no espírito. Só não compram nada em novembro porque acham que parece mal, porque a vontade é comprar as prendas para a avô, para a tia, para o primo, para o vizinho, para toda a gente. 

Eu adoro o natal! Confesso que é a minha época preferida do ano. As luzes, o ambiente, acordamos de manhã com tudo branquinho (pelo menos na minha zona é assim), é tudo tão bonito. Sou mesmo uma pessoa feliz durante esta época. E não percebo de todo aquelas pessoas que fazem questão de viajar no natal para sítios mais quentes. O natal é a única época do ano em que eu aguento e gosto do frio. É uma época tão bonita, principalmente porque se passa no frio. Se fossem para Paris ver a neve a cair (que ainda deve ser mais bonito, nunca experimentei, é só a ideia que tenho) eu ainda percebia, só não o fazia porque acho que o natal é uma época de família, de partilha e não faz sentido para mim viajar nesta altura do ano. Mas se forem com a família, porque não?

E como nesta época do ano podemos tudo, já comprei o meu calendário do advento cheio de chocolates. Dezembro é um mês de engordar também, depois começamos o novo ano com um plano de dieta para cada mês de 2018, não há mal nenhum. 

Só vos quero desejar um feliz mês e um bom feriado. Entrem com o pé direito!

A black friday do meu ponto de vista

Quando uma pessoa racional ouve as palavras "black friday" e "descontos" o coração começa a bater mil vezes por segundo, sente a adrenalina a correr nas veias e todos os problemas parece que se resolvem. As únicas questões que querem ver respondidas é "onde? quando? como?", que é para saberem onde é, quando é e como vão. É engraçado a forma como as pessoas lidam com este tipo de eventos, porque acham que vão encontrar coisas absurdamente baratas, quando na verdade meia dúzia de produtos realmente valem a pena e o resto podem comprar pelo mesmo preço ou ainda mais barato noutras épocas do ano.

Eu também sou assim, confesso! Quando ouço "saldos" vou logo a correr, digo para mim mesma que vou entrar só para ver e saio de lá com vinte sacos. É inevitável. Todo o ser humano tem estas fraquezas. Nós temos de acreditar em alguma coisa. Mesmo quando sabemos que a "black friday" não existe, mas acreditamos nela porque é uma desculpa para o nosso consumismo. É perfeitamente normal. 

Para quem não sabe a "black friday" nasceu nos Estados Unidos e realiza-se na última sexta-feira de novembro, logo após o feriado de Ação de Graças (isto nos EUA). As lojas fazem "altas" promoções e as pessoas fazem filas nas portas e ficam durante horas à espera que uma loja abra só para comprar um produto que está à venda todo o ano. Eu não sei como é que funcionam esses descontos nos EUA, mas dizem que é uma coisa louca. Confesso que há uns tempos um dos meus hobbies preferidos era ir para o youtube ver vídeos de pessoas nestes eventos. Passei momentos hilariantes, chorei de rir. Pessoas a andarem à bofetada por um microondas, pessoas a arrancarem cabelos por um conjunto de chávenas. Muito bom. Obviamente que estou a exagerar, ainda assim tem a sua piada.

Aqui em Portugal é um bocadinho diferente. Nunca vi ninguém a lutar por um candeeiro ou outra coisa qualquer. Mas como o natal é já no próximo mês, as pessoas começam a pensar na vida e no dinheiro que vão gastar em presentes e olham para a "black friday" como uma boa oportunidade de poupar. Não vai acontecer, mas as pessoas gostam de acreditar nisso. E eu também.

Façam boas escolhas e boa semana!

Os três primeiros anos com carta de condução

Sabem quem está de parabéns? A minha carta de condução! Então não é que já fiz três anos de carta? No dia 27 de Outubro de 2014 tirei a carta e passados três anos esqueci-me desse dia. Um dia muito importante para mim, na minha mente pensei que me ia tornar mais independente, com mais hipóteses de deslocação, sem horários tão definidos. Como é óbvio, não é bem assim... primeiro precisava de um carro e depois precisava de ganhar prática e essas coisas todas antes de me pôr a andar pela estrada fora sozinha. Arranjei carro em Abril de 2015, aliás, o meu pai comprou-me um carro em Abril. Pai, se estiveres a ler isto... obrigada! Se não fosses tu ainda hoje eu estava a andar de transportes públicos.

Mas no mês passado a minha carta deixou de pertencer ao regime probatório. Andava aqui eu muito cumpridora das regras de trânsito a ver se não fazia uma contraordenação muito grave ou duas contraordenações graves. Acreditam se vos disser que durante estes três anos não fui mandada parar uma única vez pela bófia aka moinas na estrada aka polícia? É verdade, eu nunca tive o previlégio de ser mandada parar por um agente da autoridade, mas digo-vos já se isso tivesse acontecido muito provavelmente tinha sido multada. Toda a gente apanha uma multa hoje em dia. Nunca apanhei uma multa, nem quero saber qual a sensação, muito obrigada. 

Mas estou mais descansada. Já posso estacionar em segunda fila e atrapalhar os outros carros todos sem que me tirem a carta, já posso carregar no acelarador quando o sinal está a mudar de amarelo para vermelho só para não parar na passadeira sem que me tirem a carta e já posso andar a mais de 120km/h na autoestrada a ver se me espeto contra uma estação de serviço sem que me tirem a carta.

 

 

A minha paixão

Desde muito pequenina que me lembro de gostar de futebol. Nunca me chamaram "maria rapaz", nem era menina de estar com os rapazes nos intervalos. Eu não sei de todo jogar futebol, se der cinco toques seguidos numa bola é com muita sorte. Nas aulas de educação física quando se faziam equipas não era a primeira pessoa a ser escolhida. Mas eu percebo de futebol e desde que iniciei o meu curso em Ciências da Comunicação o meu propósito era e continua a ser o jornalismo desportivo. 

Acho que às vezes as pessoas se esquecem que também há jornalismo no desporto e, muitas vezes, o jornalismo é que faz que o desporto se torne mais interessante. Ser jornalista desportivo em Portugal não é tarefa fácil. O conseguir manter-se isento e imparcial em tudo aquilo que se escreve, independetemente da opinião pessoal, é a base deste jornalismo. No entanto, o que mais me incomoda no meio de tudo isto é a forma como o jornalismo desportivo continua a ser desprezado, para muitos não passa de um jornalismo de especulação e sem qualquer importância. Felizmente a opinião está londe de ser unânime e há quem consiga ver para lá das quatro linhas.

Acho que admiro todos os desportos que existem, inclusivé já joguei voleibol durante três longos anos e aprendi muito - aprendi como funciona uma equipa, como as derrotas são as derrotas de todas, como as vitórias são as conquistas de todas e quando um jogador erra, erra a equipa toda. No entanto, tenho de fazer referência ao futebol. O desporto que é sempre tema de conversa nos cafés, nos almoços, no trabalho, nos tempos livres. É capaz de unir famílias, unir pessoas do mesmo clube, que mesmo sem se conhecerem, conseguem estabelecer laços quando se tem o clube em comum. É capaz de acelerar os corações, é capaz de mover multidões. O futebol sempre foi encarado como um modo de vida, capaz de marcar uma sociedade, onde quer que esteja inserido, nunca foi indiferente para ninguém. 

Normalmente começamos a gostar de futebol por influência do nosso pai ou do nosso avô, que nos dão a camisola ou o cachecol do clube de coração. Comigo foi um bocadinho diferente… Desde que vi um senhor chamado Nuno Gomes a jogar nunca mais consegui deixar de pensar nisso e, por esta razão, o mundo do futebol fascina-me. Sou uma apaixonada por futebol. Vibro e envolvo-me de tal maneira num jogo como se o clube fizesse parte de mim. Defendo com unhas e dentes este desporto e achamos sempre que a defesa é o melhor ataque. E, com o passar do tempo, transformamo-nos em verdadeiros treinadores. Passamos a conhecer todos os esquemas de ataque e defesa, sabemos quem joga bem e quem devia estar a aquecer o banco. Conseguimos até adivinhar as substituições que vão ser feitas. E, por isso, é que o futebol é tão emocionante. Porque muitas vezes não tem lógica e nem sempre o melhor é quem vence, tal como na vida.

Tenho o jornalismo desportivo no meu coração de uma forma que mal consigo explicar. E preciso de acabar este post com um frase do jornalista Manuel Fernandes Silva: "Para se ser um bom profissional de jornalismo desportivo é necessário desenvolver duas caraterísticas: ser um bom jornalista, respeitando o código deontológico e tudo o que isso acarreta; e possuir alguns conhecimentos de desporto, salientado que “não é necessário perceber tanto de futebol como o José Mourinho, ou de basquetebol como o Michael Jordan."

Mais sobre mim

Chamo-me Daniela. Pertenço ao grupo das pessoas que não gostam do primeiro nome. Tenho 24 anos.

Ainda não sou casada e não tenho filhos. Gostava de dizer que tenho três ou quatro discos de platina, mas não gosto de mentir.

Esta sou eu e este é o meu blog.

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