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Um blog pessoal de uma tetracampeã, mas que não é só sobre desporto. Convido-vos a ler.

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Crónicas de uma leitora | Turtles All The Way Down

Sou uma apaixonada pelos livros do John Green. Já li tudo dele, desde "A Culpa É Das Estrelas" e "À Procura de Alaska" passado por "Cidades de Papel" ou o "Teorema de Katherine". E nunca pensei que ia voltar a ler alguma coisa dele tão cedo. Mas foi um prazer voltar a estar perante a sua escrita. O John Green é extramamente talentoso. Depois do sucesso do livro "A Culpa É Das Estrelas", que foi o primeiro livro que li do autor (como quase todas as pessoas), é difícil imaginar outro livro que tenha tanto destaque como esse. No entanto, o meu favorito sempre foi o "À Procura de Alaska". E, apesar, de eu não me ter rendido a todos os livros do John Green, nem ter gostado de todos da mesma maneira, estava nervosa quanto a este livro. Mas eu adorei e estou tão contente por ter adorado tanto! É, definitivamente, o meu livro favorito sobre doenças mentais. 

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"Turtles All The Way Down" foi lançado em Outubro de 2017. Em português chama-se "Mil Vezes Adeus" e saiu em Novembro do ano passado. Já agora, eu ao início não percebia de todo o título, mais valia terem traduzido à letra, mas depois a editora lá explicou que era porque a protagonista ia dizendo "adeus" a muita coisa ao longo do livro. E apesar de ter gostado desta explicação, só realmente se percebe isso mais no fim do livro. Por isso é que às vezes é melhor descomplicar, está bem editoras em Portugal? Agradecida.

A história centra-se em Aza Holmes, uma miúda de 16 anos, com um transtorno obessivo compulsivo (TOC), que com a ajuda da sua aventureira amiga, Daisy, tentam encontrar o bilionário fugitivo, Russell Pickett.

 

Acho que o que diferencia o John Green e que faz dele um pioneiro do género "Young Adult", é o facto de ele não desvalorizar os adolescentes, nem os categorizar como incultos devido aos seus cérebros em desenvolvimento. Ele é capaz de reconhecer que os jovens são capazes de compreender conceitos complexos. Isto pode parecer muito óbvio, mas muitas vezes os psicólogos e professores tentam enfatizar o facto de que temos de usar a linguagem mais simples possível, de modo a que os jovens adolescentes possam entender uma determinada mensagem, mas isso não é verdade. Os adolescentes não são nenhuns burros. Por estas e por outras é que, nos dias de hoje, vemos os jovens cada vez mais malcriados e sem educação alguma, porque os tratam como se fossem criançinhas que ainda andam na pré-primária. 

Por isso, é que todos os personagens que John Green cria são relacionáveis. A Aza é uma personagem com quem nos relacionamos por causa das suas lutas de ansiedade. A maneira como John Green descreve as experiências dela com a ansiedade foi tão intensa. Ele tem sempre uma maneira de encontrar as palavras perfeitas para descrever o que parece indescritível. Vê-lo a usar certas metáforas em relação às doenças mentais foi fascinante. Eu acho, realmente, que se algum de vocês tiver sofrido ou sofre de alguma doença mental, vocês vão adorar a forma como ele escreve sobre este assunto.

 

Eu achei este livro muito diferente dos outros do John Green. Num bom sentido. Normalmente, os livros dele têm como ponto principal o romance, mas aqui o romance está um bocadinho de lado. Não quer dizer que não haja romance, ele está lá, não é apenas o tema principal. O tema principal é mesmo a saúde mental da Aza e a forma como ela vai lidando com os obstáculos que aparecem na vida.

A frase que destaco é: "Spirals grow infinitely small the farther you follow them inwardbut they also grow infinitely large the farther you follow them out".

No geral, fiquei mesmo contente com o regresso do John Green ao mundo do "Young Adult". E eu mal posso esperar para ler o próximo livro (porque espero realmente que existam planos futuros)!

 

P.S.: Peço muita desculpa por isto ter ficado enorme, mas quando uma pessoa começa a falar de alguma coisa que gosta não se cala. Obrigada aos resistentes que leram isto até ao fim. Bons sonhos.

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Chamo-me Daniela. Pertenço ao grupo das pessoas que não gostam do primeiro nome. Tenho 23 anos.

Ainda não sou casada e não tenho filhos. Gostava de dizer que tenho três ou quatro discos de platina, mas não gosto de mentir.

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