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Seja onde e quando for

Um blog pessoal de uma tetracampeã, mas que não é só sobre desporto. Convido-vos a ler.

Seja onde e quando for

Um blog pessoal de uma tetracampeã, mas que não é só sobre desporto. Convido-vos a ler.

Crónicas de uma leitora | O meu livro preferido

Hoje vim falar-vos do meu livro preferido de sempre. Acho que o li ainda era menor de idade, mas voltei a reler vezes e vezes sem conta. É aquele livro que sei que me vai acompanhar na minha vida, seja onde e quando for. Não tem idades, nem géneros, nem etnias, é para toda a gente. E eu não podia deixar de falar dele aqui no blog e convidar-vos a ler.

É um livro que não é muito conhecido, pelo menos cá em Portugal. Tenho a noção que muita gente não o conhece, mas estou aqui para mudar isso. Depois de lerem este livro vocês vão achar que fizeram uma maratona com o vosso emocional. O coração começa a bater muito rápido, não conseguem respirar muito bem e vai haver uma cascata de lágrimas a descer pela vossa cara. E sabem uma coisa? Eu gostei tanto da sensação.

"Night Road", ("Estrada da noite" em português), é um romance, mas não é aquele típico romance de rapariga-conhece-rapaz-e-são-felizes-para-sempre. Esse não é de todo o foco do livro, o coração desta história é motivado pelas diferentes personagens e pelos diferentes relacionamentos que existem na vida de uma pessoa e, claro, há uma história de amor também. Meu deus, uma história de amor tão intensa, emocional e dolorosa. E que me fez sentir tudo e mais alguma coisa!!! 

 

Como quero que tudo isto fique completo, vou falar um bocadinho das personagens também.

Primeiro, temos a Lexi, uma criança adotiva cuja mãe morreu com uma overdose depois de entrar e sair da prisão vezes sem conta, deixando a sua filha nas mãos de famílias de acolhimento, sem quaquer tipo de estabilidade e amor. Até que um dia, encontra uma tia perdida que a recebe de braços abertos. Depois temos os gémeos Zach e Mia. O Zach é popular e extrovertido, enquanto que a Mia é introvertida e não consegue fazer amigos. Mas mesmo sendo muito diferentes, eles são próximos e fariam qualquer coisa um pelo outro. Depois temos a Jude - a mãe dos gémeos Mia e Zach - que é muito bem sucedida, casada com um cirurgião. Os seus filhos entraram no ensino secundário, tal como a Lexi, mas as vidas deles são muito diferentes, principalmente pelo "status socioeconómico". Durante a leitura do livro conseguimos ver que a Jude é uma "mãe galinha" e "mãe guerreira", inclusivé há passagens no livro que nos mostram o quanto ela é protetora e profundamente envolvida na vida dos filhos. 

Não me vou adiantar muito mais quanto aos personagens, porque não quero tirar a "magia" da coisa.

 

A frase que retiro deste livro: “If anyone sees her here, just standing on this lonely roadside… it will all come up again. They’ll remember that night, so long ago, when the rain turned to ash…”

 

E para terminar, preciso de referir que a Kristin Hannah é das minhas escritoras favoritas e depois de ler quase tudo o que foi escrito por ela, só tenho a dizer que me apaixonei pela escrita bonita e poderosa dos livros dela. Tenho a certeza que vai acontecer o mesmo com vocês.

Considerem-se convidados a ler.

Não há palavras!

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Ontem o país estava a arder. E um bocadinho de todos nós ardeu com ele. O coração estava apertado. A sensação de impotência nestas alturas assombra a nossa vida e não há nada que possamos fazer para a contornar. 

"31 pessoas mortas até ao momento"; "Viseu é o distrito com mais mortos nos incêndios"; "Pinhal de Leiria já não existe: cerca de 80% de mata verde ardeu"; "Chamas incontroláveis em Monção". São estas algumas das notícias com que nos deparamos no dia de hoje. Isto é normal? Não, isto é uma vergonha! As pessoas que nos deviam guiar, que nos deviam liderar, dizem-nos que não podemos esperar que os bombeiros resolvam esta situação, estão a dizer-nos que nós devemos fazer mais. Fazer mais como? Com a mangueira do vizinho que não chega para nada? Com o tanque que está vazio? Com os braços doridos de tanto carregar baldes de água? Tenham vergonha na cara! A culpa não é minha, nem dos meus vizinhos, nem das pessoas que vivem em Portugal e muito menos dos bombeiros. A culpa é dos nossos governantes que nada fazem para recuperar o que foi perdido, que nada fazem para inverter situações como esta. A culpa é deles!

Ontem vi a minha cidade a arder. A cidade mais bonita do mundo para mim estava em chamas. E eu senti-me impotente, porque não consegui fazer mais do que fiz. Como é que vai ficar a maravilhosa área verde que via todos os dias de manhã?

Braga, sê forte! Portugal, sê forte!

Gostava de ter sido eu a escrever | Carolina Deslandes

Todos os sábados vou trazer-vos uma música de que gosto muito aqui para o blog. Músicas que me dizem alguma coisa e que gostava de ter sido eu a escrever a letra.

Esta semana convido-vos a ouvir "A Vida Toda" da Carolina Deslandes - a quem ainda não ouviu, porque quase de certeza que toda a gente conhece esta música. Eu realmente não tenho palavras para esta letra maravilhosa.

 

 

É linda, simplesmente maravilhosa! É mesmo bom ouvir músicas portuguesas que nos tocam desta maneira. Há muito tempo que não me sentia assim em relação a uma música! Viva ao amor e aos casais que mostram dia após dia que ele ainda existe, se fizermos por isso. Obrigada por isto, Carolina!

E de que serve o amor se não for para a vida toda? Nos dias de hoje só ouvimos as pessoas a dizer "já nada dura para sempre", que querem apenas namoros curtos, paixões à primeira vista, que o amor se transforma em ódio passado uns meses. E assim se desfazem sonhos, promessas, vidas em conjunto. E mesmo aquelas amores que duram anos e anos as pessoas gostam de comentar da seguinte maneira "entre marido e mulher não se mete a colher, ninguém sabe o que lá vai naquela casa". Claro que não se sabe, porque ninguém tem de saber, ninguém tem de se meter na vida privada de ninguém. 

E mesmo que tenhamos várias relações sem sucesso, é normal. A maior parte das vezes, não é na primeira tentativa que a nossa vida corre às mil maravilhas. Palmas a quem encontrou o amor ao virar da esquina, no primeiro encontro e ainda dura. Obviamente que não é isso que quero dizer aos meus filhos. Quero-lhes dizer que quando encontrarem o amor, não se esqueçam de o alimentar, de o fazer durar a vida toda. Mas somos humanos, nem sempre dá certo. Todos temos os nossos problemas, não somos todos seguros de nós mesmos, prontos para enfrentar o que quer que venha a seguir. Nem todos somos iguais. Mas o que precisamos realmente nesta vida é de músicas como "A Vida Toda" da Carolina Deslandes, porque nos mostra que tudo vale a pena. O amor para a vida toda é real, não podemos é deixar de acreditar nisso.

Agora estou casada com o botão do replay e ele é o meu amor para a vida toda neste momento.

Tudo fala do mesmo

Hoje apetece-me escrever sobre um assunto novo. Talvez sobre a equipa da terra que nunca é valorizada ou sobre o facto de as pessoas nos cinemas fazerem tanto barulho a comer as pipocas, mas não vale a pena porque são assuntos que não são interessantes.

Reparem: ligo a televisão e lá estão os anúncios chatos e aborrecidos que se repetem há semanas, espero que dê o jornal da tarde para ver as notícias mas de tanto esperar tive tempo para dormir uma sesta, ir à casa de banho quatro vezes e fazer trinta abdominais (e eu demoro muito a fazer abdominais). A minha paciência esgota-se e decido desligar a televisão e ver as notícias na internet. A parte mais engraçada é que a publicidade continua por lá e quando dou conta já ganhei um telemóvel e umas férias no Dubai. Com alguma dificuldade lá consigo ler algumas notícias, mas todas dizem o mesmo de sempre. Ou é sobre o clube grande que perdeu contra o clube pequeno e isso é uma tragédia ou é sobre o primeiro-ministro que só faz asneira. Penso em folhear uma revista, mas já sei que vou ler artigos interessantes sobre partes do corpo que uma manequim brasileira modificou e não são propriamente dignos de uma pessoa séria, por isso desisto sem sequer tentar.

Todos falam das mesmas coisas e eu não consigo encontrar um tema que não implique que a pessoa que o está a ler não se aborreça. E como não me apetece voltar a escrever sobre um assunto que já foi notícia quatrocentas vezes fico-me por aqui.

Crónicas de uma leitora | The Hate U Give

Um dos melhores livros que li em 2017 foi, sem dúvida alguma, o The Hate U Give, em português "O Ódio que Semeias". E tinha de falar um bocadinho dele no blog.

Adorei cada minuto que passei ao ler este livro. Se eu demorei dois dias a ler este livro foi muito. Devorei cada frase e cada palavra como se a minha vida dependesse disso. Sabem aqueles livros que são tão bons, que precisamos de convencer toda a gente a ler também? Este é um desses exemplos.

É o livro de estreia da escritora Angie Thomas e enganam-se as pessoas que acham que este livro é o cliché romance-drama adolescente. Também se enganam as pessoas que acham que vão verter uma lágrima com este livro (não são só os livros que nos fazem chorar que são bons). E este não nos faz chorar, mas faz-nos pensar... e muito! É baseado no movimento "Black Lives Matter", que denuncia a violência policial contra os jovens de origem negra dos EUA.

"The Hate U Give" fez-me perceber como eu não fazia ideia sobre o dia-a-dia das pessoas que são vítimas do racismo sistemático nos Estados Unidos. Uma realidade que me passava completamente ao lado. Pessoas inocentes são vítimas deste sistema todos os dias. Um miúdo é baleado horas antes de acabar o secundário porque ele estava com uma caneta na mão, uma rapariga entra num carro e três dias depois é morta na cadeia, uma criança de cinco anos vê a mãe ser morta e as histórias continuam. É uma realidade em que a justiça não entra e os polícias matarem jovens negros sem qualquer tipo de punição é normal. But guess what? Isso não é normal!!

Deixem-me dizer que eu realmente não sei o que é ser uma jovem negra nos EUA, mas tenho 20 e poucos anos de vida e consigo perceber que estar nas minorias é como estar preso atrás de uma parede de vidro e sempre que vemos uma injustiça a acontecer, podemos até gritar, mas ninguém realmente nos vê ou nos ouve. Nós estamos nos século XXI. Os EUA já elegeram um presidente negro, a humanidade precisa de arranjar uma maneira de mandar dar uma volta ao "racismo". Mas a verdade, é que ele realmente existe. E ninguém devia debater sobre se as pessoas de origem negra deviam ou não ter direitos humanos básicos. E ninguém devia ser o porta-voz de um grupo inteiro. E ninguém devia ter que defender a sua humanidade em cada passo que dá, repetidamente e constantemente.

E se algum de vocês leram este livro ou qualquer um que aborde o racismo e escolheram ignorar a mensagem só porque se ofenderam com alguns termos usados pelos personagens, eu acho que vocês falharam na interpretação do ponto principal da história. Porque, provavelmente, vocês nunca vão ter de se preocupar que um polícia vos veja como uma ameaça por causa da vossa cor de pele. 

Para terminar, quero apenas referir que é um livro sobre racismo sim, mas também sobre família, amizade, lealdade e como é frequente uma comunidade inteira unir-se para salvar alguém. Obrigada por esta preciosidade, Angie Thomas!

A frase que retiro deste livro: "A hairbrush is not a gun". Se vocês lerem, vão perceber o porquê.

Convencidos?

Sobre mim

Vocês não sabem nada sobre mim. Mas no momento em que estou a escrever isto tenho 23 anos bem feitos e sou do norte do país... e não, não sou do Porto, porque o norte do país não é só Porto, Braga também faz parte e muitos outros locais que agora não me apetece referir aqui. Sou demasiado preguiçosa e o meu passatempo preferido é estar no sofá, com pipocas e um filme. Não faço nenhum desporto de momento, já pratiquei voleibol na escola secundária onde andava... e não, não era popular, não são só os miúdos populares que praticam desporto, isso só acontece nos filmes americanos. Considero-me uma pessoa muito destemida e capaz de correr atrás dos sonhos. Mas não é "correr" literalmente, porque correr não é comigo, eu nem sei correr.

Odeio filmes de terror. Aliás, eu não vejo filmes de terror. Conto pelos dedos das mãos os filmes de terror que vi e provavelmente o mais assustador que me lembro de ver foi o "House of Wax" (Casa de Cera) e, sinceramente, agora a pensar no filme aquilo não foi assim tão scary, mas na altura nem consegui dormir. Mas a todas as pessoas que adoram ver este género de filmes quero que saibam que vos admiro. 

Sou recém licenciada em Ciências da Comunicação. Aquele curso que supostamente é só para os jornalistas e para os que querem ser desempregados. Nos três anos de licenciatura o que mais ouvi foi "para que é que escolheste este curso? queres estar toda a vida inscrita no centro de emprego?", quero agradecer a essas pessoas por acreditarem tanto em mim. Vocês são a razão do meu viver. Não, não são, eu na realidade não quero saber de vocês para nada.

E a coisa mais interessante e maravilhosa que têm de saber sobre mim é: sou benfiquista. Costumo dizer que sou mais benfiquista que portuguesa. Normalmente as pessoas criticam e criticam e criticam e sabem que mais? Eu continuo sem querer saber. O meu amor pelo Benfica é uma coisa que não se explica, é tão grande que todas as palavras do mundo não vão chegar para vocês entenderem. O Benfica é o amor da minha vida.

Hoje ficamos por aqui. Seja onde e quando for.

Vamos ao Mundial!

E não é que a nossa seleção vai à Rússia? Pró ano estamos todos lá!

O nosso Estádio da Luz foi o campo da vitória, dos aplausos e dos festejos. Foi emocionante como tudo aconteceu. Confesso que raramente sinto um jogo da seleção como sinto um jogo do Benfica, mas acho que nestes jogos que são como finais, a nação portuguesa une-se para apoiar o nosso país e não há as cores dos clubes ao barulho. Acho que como qualquer português um dos jogos mais emocionantes da minha vida foi a final em 2004 diante da Grécia, tinha eu uns 10 anos e lembro-me como se fosse hoje. Parece que foi ontem. Mas o mais emocionante foi o ano passado contra os franceses, porque ganhamos, se tivessemos perdido tinha a mesma importância do que o de 2004. A vida é assim, ficamos felizes quando ganhamos alguma coisa e quase com os pés para a cova quando perdemos. No futebol é igual.

Mas vou dizer-vos uma coisa, com a toda a certeza do mundo: Portugal vai ganhar o Mundial 2018. É verdade, leram aqui em primeira mão e vou apresentar-vos os meus factos. Os meus factos resumem-se no Éder, conhecido salvador da pátria e inspiração para "Foi o Éder que os fodeu". Então não é que o rapaz no Euro 2016 jogava na França e nós ganhamos o europeu na França... E sabem onde é que o Éder joga hoje em dia? Na Rússia, meus amigos. Pois é. E onde é o Mundial 2018? Na Rússia. Espero que tenha sido clara. Nós vamos limpar isto (se a Alemanha não nos aparecer no caminho, mas isso são coisas sem importância que não vão acontecer).

FORÇA PORTUGAL! Até os comemos na Rússia!

Atualização

E depois de muita ausência decidi "renascer" este blog.

Eu devo realmente assumir a minha dificuldade em dar continuidade a alguma coisa que começo. Quero sopa ao jantar, mas não a como toda. Quero comprar umas calças novas e começo a juntar dinheiro para elas, mas quando reparo já gastei o dinheiro numa moldura com a foto do Beckham. Quero sair com os meus amigos, mas adormeço antes de dizer sim. E o ciclo continua. Tenho muita dificuldade em acabar uma coisa que começo e normalmente fica tudo em stand-by.

No entanto, quero começar a assumir compromissos. Quero deixar de chegar atrasada e atirar as culpas para o comboio da CP, quero começar a gerir melhor o meu dinheiro ao invés de dizer que as coisas é que estão todas muito caras e falta-me aqui um terceiro exemplo para dar força a isto.

Mas, seja onde e quando for, quero continuar com este cantinho. 

Até já!

Pág. 2/2

Mais sobre mim

Chamo-me Daniela. Pertenço ao grupo das pessoas que não gostam do primeiro nome. Tenho 24 anos.

Ainda não sou casada e não tenho filhos. Gostava de dizer que tenho três ou quatro discos de platina, mas não gosto de mentir.

Esta sou eu e este é o meu blog.

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