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Seja onde e quando for

Um blog pessoal de uma tetracampeã, mas que não é só sobre desporto. Convido-vos a ler.

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O percurso

Corria o ano de 94 e eu estava para nascer, mal sabia a minha mãe que tinha de aguentar 42 semanas comigo e não 38 como as pessoas normais. Logo por aí podemos ver que eu já não seria uma pessoa muito constante. Costumo dizer que eu não queria sair cá para fora porque já sabia como ia ser este mundo… Mas lá nasci e cresci e tornei-me numa adolescente, com os mesmos problemas de todos os adolescentes. Mas um dia disseram-me que tinha de escolher uma área para ingressar no ensino secundário e lá fui eu para “Ciências e Tecnologias”, porque convenceram-me que como eu não sabia “o que queria ser quando fosse grande” era a minha melhor opção. Mas como é que uma pessoa com 14 anos sabe o que quer ser para o resto da vida? Não sabe!!! 

Então lá fui eu para o 10º ano e percebi que estava na temível área da matemática, da física, da química e da biologia. Percebi desde logo que aquilo não era para mim. Mas não foi por isso que desisti. Logo aqui dá para perceber que queria ser jornalista, um jornalista nunca desiste. Uns meses mais tarde cheguei à conclusão que o que eu queria mesmo era escrever e queria que a minha vida profissional estivesse ligada a isso. Acho que não pensei logo naquela hora que “olha o jornalismo parece uma área bacana, vou seguir isso”, mas também não queria ser professora de português ou secretária do ministro das finanças. Então, com 20 anos entrei em Ciências da Comunicação. Achei muito bonito quando nos disseram que para sermos bons jornalistas temos de trabalhar muito, mas depois apanhei cadeiras como Semiótica, Cognição e Cultura Clássica. Obviamente que não me atirei da Ponte 25 de Abril e ainda aqui estou. Mas, sendo uma boa opção ou não, o jornalismo atraiu-me. Acho que o que mais me atraiu não foi o “pseudo-glamour” que existe em torno desta profissão e muito menos o salário (porque toda a gente sabe que um jornalista não ganha para andar de hotel em hotel em férias com a família, a menos que te chames Cristina Ferreira), mas sim a oportunidade de conhecer pessoas e lugares com histórias. Se há uma coisa que aprendi com o jornalismo é que todo o ser humano tem uma história para contar. E um bom jornalista não se importa de gastar a sola dos sapatos à procura de uma, porque vale a pena.

É claro que a imprensa se engana muitas vezes, mas não devemos condenar toda a comunidade jornalística por isso. Um mundo sem jornalistas podia ser muito bom para os políticos ou para as celebridades, mas não para a sociedade. Quando o jornalismo é bom, a sociedade agradece. Devemos lutar pelo que nos atraiu no jornalismo e não o deixar cair, nem que seja pelos anos que passamos na universidade a queimar os neurónios para fazer uma cadeira que parecia impossível. 

Ainda não sei muito bem o que é isto de ser jornalista, porque ainda não o sou e não sei se algum dia o serei. Nem sequer sei se tenho jeito para a coisa. Mas acho que não é ter apenas um diploma, é muito mais que isso: é ser curioso, é conseguir saber aquelas coisas que não era suposto saber, é duvidar de tudo e de todos.

Obrigada por isto, jornalismo!

Mais sobre mim

Chamo-me Daniela. Pertenço ao grupo das pessoas que não gostam do primeiro nome. Tenho 23 anos.

Ainda não sou casada e não tenho filhos. Gostava de dizer que tenho três ou quatro discos de platina, mas não gosto de mentir.

Esta sou eu e este é o meu blog.

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